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sábado, 28 de janeiro de 2012

Hello

         

           Nos povos de Galiza, perto do majestoso Santiago de Compostela, ronda antiga lenda.  Uma vez por ano acontece aparição do Apostolo Santiago à um dos peregrinos. Há uns que ele visita nos sonhos, há outros que aparece como humano e ajuda seguir o seu caminho. 

           Eu, também sendo peregrino, ouvi várias historias sobre mágicos caminhos de Santiago. Em certas delas custa acreditar. Pessoas contam sobre milagres acontecidos e estranhas experiências vividas tendo a trespassar esses caminhos enigmas.  Mas pareceu me estranho tanta gente ter sido enganada, e aventurei-me a descobrir a verdade fazendo um dos caminhos de Santiago para sentir toda a sua magia na própria pele. 

Aqui vos conto a minha historia. Para alguém poderá parecer um simples conto para outros será uma indisputável  prova de que algo divino nesse mundo existe.

           Era no inicio de Outubro mas o verão ainda não se precipitava de ir embora. O tempo estava ótimo mas um pouco abafado. As árvores de fruta que eu encontrava pelo caminho deslumbravam com a beleza da sua fruta suculenta. Os passarinhos tomavam banhos de pó na terra quente. As casas das aldeias que trespassava cheiravam a fumo e feno. De longe, dos campos lavrados, o vento trazia cheiro da terra e estrume. 

O percurso do meu caminho começava em Padrão, pelo "Caminho Português" com a passagem em Santiago de Compostela, seguindo até Cabo Finisterra, pelo "Caminho Celta" que particularmente e era o meu destino final. 

Os caminhos de Santiago tem a sua origem muito mais antiga do que muitos pensam. Nos antepassados o seu destino final era o Cabo da Finisterra e não o Santiago de Compostela.  Os pés dos povos Celtas já pisavam estes caminhos muito antes da chegada da religião crista. O próprio nome Finisterra provem dos Romanos que chamaram este lugar assim na chegada porque lhes pareceu que era lá que acabava o mundo. O poderoso por do sol no horizonte marítimo fazia pensar que o sol morria no oceano para depois renascer no oriente. E mesmo por isso até hoje é salvaguardado o seu nome completo "Finisterre Costa de la Muerte".  

            Nos meus planos constava trespassar uma distancia de 132km em três dias fazendo uma media de 44km por dia. A ideia era calcular o tempo de forma que chegasse a Finisterra em hora do majestoso por do sol. Então saí de Padrão a tarde com intenção de não parar em Santiago mas pousar no primeiro albergue pelo caminho em Negreira, as onze da noite. Embora as paisagens eram das mais belas e o caminho não dificultava o passo, eu rapidamente percebi que a mochila com 17kg e calor do dia não faziam nada bem ao corpo por mais preparado que ele fosse. As horas passavam e eu seguia bem as setinhas amarelas que apareciam aqui e ocula agradando a minha consciência. Mas eixando para trás o Santiago de Compostela as marcações das setas eram cada vez mais escassas e começou a escurecer. Começaram os pequenos bosques que tive de  trilhar com a lanterna e cada vez mais devagar com o receio de me enganar no caminho. As forças do meu corpo já estavam prestes a acabar. Já não havia setas amarelas na estrada, apenas uns pilares de cimento com imagem da concha de Santiago de um quilometro a outro. Na escuridão era fácil perder a orientação e assim foi. 

Já era meia noite quando entrei numa aldeia rústica que ocupava ambas as margens de um pequeno rio. Uma lindíssima ponte romana trespassava o rio demarcando o meio da aldeia. Entrando na ponte encontrei as tão desejadas setas amarelas. Olhei para as horas e pensei que o albergue da Negreira já não deveria estar muito longe. Acelerei o passo e mergulhei novamente na escuridão dos bosques deixando as luzes da aldeia para trás. E aí parece que algum diabo me foi mexer na cabeça. Passando por uma estrada qualquer segui as placas que diziam Negreira em vez de reparar na indicação das setas e trilhar pelo monte. Grande admiração era a minha quando passado uma hora de caminhada cheguei a ponte romana da mesma aldeia que acabei de sair. As suas ruas estreitas estavam completamente vazias e não havia a quem perguntar o caminho. Estava exausto do acontecido e não tinha mais forças para continuar. Onde estas Santiago? Murmurei, e depois de mais meia dúzia de palavras muito feias coloquei o meu saco cama na saliência duma pequena barragem natural a beira do rio. A frente se via a ponte romana e pequenas cascatas jorravam a noite toda não deixando dormir em condições. 

             De manha acordei com muito frio e todo molhado por causa do orvalho e a humidade do rio. Sair do saco cama não foi fácil. Era frio de rachar. Os ombros doíam por causa da mochila. As bolhas nos pés também não eram pequenas e nada contava com elas já no primeiro dia. Mas os 50km sem parar não perdoam nada a ninguém. Batendo dentes, juntei as minhas coisas  e pus me no caminho novamente. O dia aqueceu e as minhas dores recuaram um pouco. Eu ia "tirando pa diante" como costumam dizer os galegos. As primeiras horas caminhava sozinho, mas a seguir encontrei-me com duas velhotas alemãs que também estavam em peregrinação. Eram mulheraças velhas mas cheias de força o que era muito admirável. Falamos tanto que até me cansou a língua. A uma da tarde paramos num albergue para almoçar e tomar banho. As velhotas disseram que já estavam cansadas e que decidiram parar para dormir nesse mesmo albergue. Eu disse que adorava de lhes fazer companhia, mas estava com pouco tempo e tinha de seguir até Olibeiroa que ficava a 30km. Elas desejaram-me sorte e trocamos contactos de telefone e endereços.  Até a hoje trocamos cartas de vez em quando...

              Durante muitas horas seguia o meu caminho sozinho pela estrada de alcatrão de baixo do sol que queimava impiedosamente. Não havia mais bosques tão amados por mim. A vontade de parar para descansar um pouco estava muito persistente! Os pensamentos padecidos atordoavam a minha mente. Precisava de algum apoio ou estimulo para continuar. Até que em fim, ao passar por perto de um bar reparei numa bela menina origem nórdica sentada na esplanada tomando uma cerveja. Ao seu lado estava uma mochila ainda mais pesada que a minha e dois bastões de hiking. Ainda de longe ela reparou em mim e deu-me um sorriso tímido e brilhante, depois acenou com a mão chamando para a beira dela. Obrigado Deus, os teus milagres são poderosos, pensei eu e sentei-me a beira dela. A miúda tinha vinte aninhos e dirigia-se sozinha desde Alemanha para Finisterra. Passado uma curta conversa pareceu-me que já conhecia essa miúda a vida toda. Demonstrativamente paguei as bebidas e seguimos em direção da aventura. Já não sentia cansaço e até fiz a proposta de levar a sua mochila, embora ela recusou a proposta. 



Era previsto que chegássemos ao albergue da Olibeiroa as onze da noite mas ficamos atrasamos três horas. Porem o problema não era esse. Estávamos cansadíssimos e com grande vontade de tomar um duche. Azar foi nosso quando soubemos que  já não havia lugares no albergue. Só de pensar que teria que dormir mais um dia na rua sobre o céu aberto não me animava a alma. O corpo precisava um descanso em condições, caso contrário, arriscava-se de não chegar ao destino em hora certa. Mas nada havia a fazer e eu propôs de ir ver um pequeno parque dos picnics ao lado do albergue. Lá tinha umas mesas de pedra que serviam para lazer dos peregrinos. O terreno tinha um relvado onde podíamos então colocar os nossos sacos cama. Mas houve um pormenor que estranhei logo que chegamos ao albergue. O parque de picnics não estava a minha vista logo que chegamos, mas eu misteriosamente já sabia a onde concretamente ele se encontrava. Ora, na minha cabeça soava uma voz sem parar: "Vai ao parque, vai ao parque, vem ter aqui comigo". Até passou um momento quando pensei que já estava começar a delirar por causa do cansaço. No entanto, na chegada ao parque a voz na minha cabeça parou.

             Grande admiração era nossa quando reparamos num homem sentado numa das mesas. Parecia que estava a nossa espera, embora não o conhecíamos de lado nenhum. O homem cumprimentou-nos em inglês. Quando perguntei o seu nome, ele respondeu com uma única palavra - "Hello".  - Sorry? Perguntei eu novamente. Em que ele respondeu-me mais afirmativamente - "My name is Hello!". A minha amiga, pensando que o homem devia estar a brincar por estar um pouco embriagado, começou nervosamente a procura de um lugarzinho para aterrar com todas as suas coisas. Embora o homem de facto cheirava me a vinho, o meu filing interior dizia que ele estava bem mais consciente do eu e minha amiga juntos. Então decidi insistir na conversa. Expliquei que passamos muitos quilómetros, estamos imensamente cansados e pelo menos seria bom tomar um banho antes de ir dormir, e se ele soubesse aqui de algum quarto quente, nem que tivéssemos de dormir no chão já seria excelente. A resposta foi aterradora - "Eu tenho tudo que vocês precisam" e pediu para o seguir. Primeiro mostrou onde estava o banho e depois levou nós para as traseiras do albergue onde estava um espigueiro. Será a vossa habitação para esta noite, disse ele, apontando o dedo para a pequena porta azul à que levava uma escada de madeira. 

Quando subimos e espreitamos para dentro percebemos que o espigueiro estava mesmo preparado para dormidas vip. As suas paredes estavam forradas com os restos de caixas de cartão para não passar o frio para dentro. Havia prateleiras e ganchos para por as coisas. Estava muito quente e aconchegador. Pareceu-nos bom de mais perante a situação que estávamos. Bem como era de estranhar que numa albergaria tão cheia de gente, onde vi muitos dormirem no chão logo a entrada, sobrou uma casita destas só para nós dois. Perguntei o Hello se ele era o responsável pelo albergue, mas ele disse que era apenas um peregrino como nós. Como então sabia arranjou este espigueiro só para nós até hoje não consigo perceber. Mas pronto assim foi e não é mentira. Eu e a miúda tomamos uma banhoca bem quente e trancamos a porta da nossa habitação paradisíaca. 

             
            De manha cedo acordamos para seguir o nosso caminho. Fomos os primeiros a sair, pelo menos assim me pareceu. Eu sentia um grande desgasto no corpo. Não sei porque, já no segundo dia não conseguia comer nada a sério. O corpo rejeitava carnes e pão. Apenas comia chocolates e bebia água. Com uma dieta destas era evidente que o corpo começasse apresentar os sinais de fraqueza. Mas a minha vontade de chegar ao destino era imparável. Apenas paramos para tomar o pequeno almoço no café junto ao albergue e seguimos o nosso caminho a passo largo. A alemã também era rija como uma pedra. Magrinha e durinha, dava gosto caminhar com ela.

            Nesse dia o pior desafio que passamos foi o "deserto do pensamento". Assim os peregrinos denominam uma área deserta que continua durante 20km sem uma única árvore e nem se quer tem água. O calor estava desgraçado! Talvez 40ºc, pelo menos sensação era essa.  A água acabou de pressa e aí começou o inferno. Pelo caminho até tivemos sorte de nós cruzar com uns italianos que surgiram de um outro caminho qualquer que se juntava ao deserto e ofereceram-nos um pouco de água. O pior que o fim desse deserto acabava com uma descida íngreme cheia de calhaus que se mexiam e desequilibrando o nosso passo. Carregados com mochilas pesadas era perigoso descer além de ser muito, mas mesmo muito cansativo. Os joelhos parecia que iam estourar. O que agradava bastante é que no final da descida dava para vislumbrar o oceano e alguma urbanização costeira. E até que em fim descemos. O fim da descida deu com uma casa, junto estava sentado um velhote apreciando a sua sombra. A primeira coisa que lhe pedimos foi água. A miúda sentia-se muito mal devido ao calor e  desidratação. O velhote lastimando mostrou  que apenas tinha um copo de água num jarrão, e explicou que houve alguma avaria na linha de distribuição e por isso não havia água em sua casa. Mas informou que a quinhentos metros atrás da sua casa havia uma fonte e seu quisesse podia ir lá buscar a água e assim trazia para todos. Lá fui eu com o jarrão do velhote e um par de garrafas na mão. 

Depois de um breve descanso descemos até uma pequena baía e tomamos um banho bem fresquinho. Foi muito bom! Porêm  o prazer não continuou muito tempo, o sal em contacto com o sol queimava a pele mais depressa e não demorei muito tempo a ficar vermelho igual a um camarão cozido. Mas pronto, seguíamos o nosso caminho na mesma. 

Finisterra já  não estava longe quando nós cruzamos com outra menina alma. "Vou ser o padre do bairro" pensei eu, abordando a rapariga com a minha conversa simpática. No entanto, ela não pareceu ter gostado muito da nossa companhia dizendo que estava atrasada para apanhar um autocarro em Finisterra e que depois podia perder o seu voo. Arrancou para a frente parecendo uma vala e nós ficamos a olhar.

           Passamos uma praia de arreia branca e entramos num passeio publico que levava até uma pequena cidade. Passando por uns trabalhadores que estavam fazendo obras numa das casas eu questionei os se faltava muito até Finisterra. Já estais aqui, disseram-me eles. A minha alegria era grande! Faltavam 3km para chegar a ponto final, o Faro da Costa da Morte. Mas ao passar por um dos mercados a miúda queixou-se que estava demasiado cansada e que pelo menos queria entrar no mercado para comprar algo para comer. Eu olhei para as horas e percebi que  - se entrava naquela hora nesse mercado nunca mais chegava a hora certa no destino. Pois tinha de chegar a hora do pôr do sol conforme dita a tradição dos peregrinos. Amavelmente despedi-me da miúda, explicando que a minha missão tinha que ser cumprida rigorosamente e que então podíamos nós encontrar novamente a noite no albergue municipal. Infelizmente, nunca mais nós encontramos posteriormente.

        Os últimos 3km o caminho era sempre a subir, mas eu parece que já não sentia nem dores nem cansaço. A ansiedade de chegar a meu magico destino abatia tudo. Pelo caminho reparei numa estátua de um peregrino que olhava para a longitude do oceano. Nas mãos da estátua algum peregrino pendurou as suas botas que tinham sido gastas, e engraçadamente, se enquadravam bem em todo tipo da paisagem que estava a sua volta. A beira estava sentada e a chorar a tal alemã que tinha tanta pressa para apanhar o autocarro. Dei-lhe um sorriso dizendo "see you in albergue" e segui para a frente.



Finalmente cheguei ao Cabo Finisterra! Junto a mim havia muitos peregrinos a chegar. Italianos, Ingleses, Holandeses, Espanhóis, todos alegres e cansados. Muitos sentavam-se nas rochosas pedras da costa abrindo as garrafas do vinho e festejando a sua chegada. O pôr do sol era mesmo poderoso! Já vi o pôr do sol centenas de vezes e em muitos lugares. Mas nunca vi um um pôr do sol tão grandioso como o da Finisterra! A gigantesca bola de fogo afundava-se no oceano fazendo-me sentir e ouvir vibrações. Eu não conseguia desviar o olhar do horizonte. Precipitadamente escrevi um juramento no meu sagrado bloco de apontamentos. Arranquei a folha querendo queimar a mesma de seguida mas o vento apagava a vela que tinha trazido para fazer o ritual. Então decidi lançar a folha pelo vento lendo-a antes em voz alta. Na hora quando abri minha mão para lançar a folha o vento tornou-se tão forte que tive dificuldade de segurar-me de pé. Um torvelinho pegou na folha e levantou-a tão alto para o céu que eu perdi a vista dela. A seguir tudo ficou quieto. Eu, cheio das sensações eufóricas fui saltando de uma rocha para outra em direção ao faro que se situava mais acima. De repente, na minha cabeça novamente começou a ressonar a mesma vos que eu já tinha ouvido na altura da chegada ao albergue da Olibeiroa. Desta vez apenas ecoava uma palavra, porêm muito frequente - "Hello, hello, hello, hello" A voz continuava sem parar até que eu ouvi alguém ao meu lado a dirigir-se para mim - "Hello Stanislav". Virei a cabeça e lá estava o tal estranho homem chamado Hello sorrindo para mim. Não sei o porque mas nesse momento dentro de mim houve uma grande explosão de alegria. Aproximei-me dele e dei-lhe um forte abraço. Depois os nossos olhares entrelaçaram-se e nesse instante reparei que os seus olhos eram muito estranhos. Eram completamente negros, como se fossem olhos de um tubarão. Não havia pupilas, tudo completamente negro. Não sei porque não fiquei incomodado com isso, nem quis fazer perguntas, antes pelo contrario, estar a beira dele sentia uma paz enorme. 

Antes da minha chegada, o Hello tentou queimar as suas meias, como tal consta na tradição finisterrense. No fim do caminho os peregrinos queimam as meias. Mas o vento maroto não permitiu fazer o mesmo por mais que o Hello não tentasse esconder as meias por atrás de uma pedra. O Hello dirigiu-se a mim  - "Se eu tivesse um bocado de papel seria mais fácil acender as meias, mas não tenho nada aqui." Eu fui vasculhar na minha mochila mas também não tinha nada, além do meu sagrado bloco de apontamentos. Então pensei o que é que vale um miserável pedaço de papel com pensamentos em comparação da força de uma bela amizade? Corajosamente arranquei varias folhas dos meus melhores pensamentos deitando as ao fogo. As meias arderam com força, apenas as pequenas cinzas sobraram por entre as pedras. Depois o Hello disse-me - "Eu sei o que essas folhas significavam para ti, fizeste um grande gesto! Conseguiste perceber uma grande verdade que se chama amor ao próximo. Isso chama-se estar aqui e agora e o resto não importa, apenas assim que a vida terrestre é bonita e corretamente vivida. Eu uma altura ajudei a ti e tu agora ajudaste a mim e não importa o quanto nisso foi gasto. Percebes?" Percebo, respondi, sentindo um  enorme espanto no meu peito.

            Enquanto voltávamos da costa em direção do albergue a nossa conversa ainda foi bem longa e sobre muitas das coisas sobre quais eu não posso contar, mas juro para ti meu caro leitor que tudo o que vivi nos caminhos de Santiago é uma mera verdade. A minha historia fica a julgamento da tua consciência e espero que um dia possas viver algo tão bonito como vivi eu. 

             O homem Hello saiu do albergue dizendo que ia fumar um cigarro e desapareceu sobre as circunstancias desconhecidas. Misteriosamente as suas coisas de viagem também desapareceram do sitio onde ele as deixou embora ninguém tinha sido a sair nem entrar no albergue após da sua saída naquela noite. Com amenina alemã que perdeu o seu autocarro tive um grande prazer de passar as belas horas a conversar por entre jantar um famoso polvo a moda galega. Depois de voltar para a casa a minha vida mudou drasticamente e eu nunca mais fui o mesmo. 




           

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Inspiração


O Abril, Maio, Agosto, Janeiro, tudo para mim é passageiro... O vento sopra uma vez e eu já não sou o mesmo e tu também não és! Os poemas que escrevi já não me provocam as lágrimas, apenas os momentos lindos que vivi fazem-me fechar as pálpebras. Fecho os olhos e sonho, no mundo feliz, no momento que minha alma o quis,  nos anjos e nos demónios, nos meus amores e meus pseudónimos. Mas seja lá como for abro os olhos e fico feliz, porque sou grato a aquele ser que nesse mundo me quis!  

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Velhice


- Olá, como esta? A sua passagem de ano foi boa?
- Olá ilustre! Foi muito boa, obrigado. Espero que a tua também...
- Somos um ano mais velhos...
- Aha-ha-ha-ha-ha-ha-ha
- Esta a rir de mim porque? Acha que eu sou muito novo para raciocinar assim?
- Nada disso amigo, eu rio-me da tua imparável vontade de nadar contra corrente...
- Com todo respeito desculpa-me perguntar mas o senhor acha alguma piada de ser velho? 
- Não, eu acho imensa piada de estar mias perto do céu do que tu... 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Todos diferentes



Caio, levanto-me, caminho. Caio, levanto-me, caminho. Perscruto nos olhos de transeuntes. Todos iguais, todos diferentes. Cansado do poder do ver... Triste de não poder  ler, os livros de histórias felizes e não as fábulas de como se destroem países, de como os ódios são cedentes, de como as nascentes dos rios formam as lágrimas dos inocentes! Como a hipocrisia ganha a fama da cura  nos humanos que já não têm cura. Como a inveja e ira possuem as mentes, como abismo de estupidez atrai os nossos entes.   Oh gentes!!!

Caio, levanto-me, caminho... Caio, levanto-me, caminho! Todos iguais?  Não! Somos todos diferentes.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Your Light



The hot and solid day was like a night,
You went away but stayed in my mind,
My soul is so dark without your light,
Why you are so lucid? Why you destroy my darkness mind?

I open the door and thinking maybe you´re there,
I hope to see your eyes but I find nothing there,
I know now you´re smiling but I do not know where,
My eyes will cry but spirit will be fighting
                                         cause burning  feel you everywhere...

So painful remember your tender voice,
So difficult to sleep and listen the spring noise.
So wonderful to know that Love exists,
So sad to see your face just in my contact lists...

(With Love for Dona)

   






terça-feira, 1 de novembro de 2011

Olhando Trás do Tempo

         


          No meio do nevoeiro dos anos passados vejo-me um menino... Olho para trás trespassando as vidas e não percebo o que esta errado no tempo. Porque corre tão rápido? Parece uma bola de neve que ao inicio da gosto e custa empurrar, mas depois vendo-a rolar pelo monte a baixo, levando tudo a sua frente, da medo... 
           Lembrando as minhas primeiras ferias escolares, tive sete anos, quando cada segundo parecia um ano, quando cada raio do sol era bem vindo e observado com admiração. Um passeio para o bairro vizinho era uma longa viagem cheia de aventuras e uma vespa era o pior inimigo. Devolvendo-me assim para o vivido, digo que o tempo nem se quer existe quando somos pequenos. Não será porque cada momento faz importância, seja bom ou mau? Os adultos saltam de um momento para outro, esperando sempre que venha o seu melhor. Mas o ser inocente vive tudo na plenitude, caminha para a frente e desafia sem medo, e por isso é ilustre. E por isso o tempo para. As vezes para perceber como viver a vida correctamente temos de tirar exemplo dos quem menos esperamos... 


"A verdade sai da boca das crianças" (proverbio)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Apetece-me escrever



Apetece-me escrever... Por a primeira letra no papel é como transformar-se numa pequena pena e fazer um passo a ventania das Almas, onde cada uma delas é um outro mundo. E voar... Até que o vento te pousará em algum lado. Uma vez, um amigo meu disse-me: "Há mundos onde o bater das asas da borboleta pode causar furacões."  Eu fico a pensar, se uma simples borboleta faz isso, o que pode provocar a poesia? E eu escrevo! Deixo a mente vaguear entre os fados e escrevo... Escrevo para ti caro leitor, retirando pelos bocados da minha Alma, já sem isso vazia e cinzenta. Mas ainda vai dando... Ainda posso viver... E vou vivendo, da primavera a primavera. Vivendo, pelos trovões e chuvas quentes veraneias.  Vivendo por um sorriso e não pelo denariu. Vivendo em quando haja alguém, que olhando nos olhos me diga - gosto muito de ti...   E tu pelo que vives leitor?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Peregrinação





Por entre trilhos, rios e bosques montanhosos, saí em busca do silencio, fechei as portas da alma para o mundo todo, caminhei muito, pensei bastante, vi imenso e até senti-me humano... A beira mar, num poderoso Pôr do Sol, percebi que a alma tem lugar para tudo, menos para o mau...


P.S. - pensei muito em ti e tu sabes disso....



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tristeza do Anjo



Hoje vi os anjos a chorar...
Deus trabalha em maneiras tão misteriosas...
Tão horroroso o som, das lágrimas – pingar...
Compreendo tanto, mas não percebo as estrelas furiosas...


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Vindimas



Era cedo de manha, quando o motor do meu carro, finalmente parou de roncar. Chegamos a Monção, uma pequena, antiga vila, situada na beira do Minho entre Espanha e o resto de Portugal.

Saímos do carro... A manha estava fresca e húmida. Os cantos de pássaros, parecia fortaleciam a o imponente paz e sossego que permanecia naquele lugar. O meigo sol de Setembro chovia de raios, saciando de brilho a ondulação do rio que lambia as costas Ibéricas.

Mas o amigo jovem que tinha vindo comigo, não parecia estar apreciar as belezas da mesma forma que eu. A estrada longa e cheia de curvas trouxe-lhe uma sensação de enjoo e também do sono que não o queria largar... Ele olhou para o céu e espreguiçou-se esticando o seu corpo o máximo possível. Depois suspirou e ficou observando, de olhos meio fechados, na expectativa de reparar nas lindas paisagens que o rodeavam. O seu castanho, despenteado cabelo e a cara de sono, influenciavam, transformando-me num ser jocoso. E realmente, depois de um par de piropos meus e o contacto com o ar puro, o sono passou, deixando-lho sobre alguns dos seus pensamentos... Provavelmente, ele, andava a sonhar de algo... Não sei...

A frente dos nossos olhares estava uma casa robusta, com um pequeno e lindo jardim na sua face e vários galinheiros enferrujados na parte traseira. A seu lado esquerdo, prolongava-se escura verdura das vinhas, esperando pelas pessoas, cujos vozes já se ouviam atrás da casa. O portão estava aberto e nós entramos. Era a casa da gente boa... A dona Céu recebeu-nós com muito carinho e acompanhou até ao campo, onde já estavam algumas pessoas a começar a vindima...

Pegamos nos cestos e ocupamos uma das fileiras. Respirava-se mesmo bem. O vento leve e fresco descia das copas das montanhas espanholas para sussurrar-nos algo nos ouvidos. Cheirava a terra e ervas húmidas. Aqui e lá ouvia-se vozes de pessoas vindimando, mas isto não perturbava o silencio do lugar. Eu, parecia que conseguia ouvir a queda de gotas do orvalho que obedeciam os meus braços da sua frieza. Os minutos passavam um trás outro e o sol subia cada vez mais alto acariciando os nossos ombros. As vinhas eram altas e tão cheias de folha que muitas das vezes era preciso mergulhar para baixo delas para encontrar os cachos de uvas que lembravam pérolas no fundo do mar. Estar de baixo dessa verdura toda, fazia sentir que estávamos num mandril, muito bem acolhidos. As conversas eram alegres, as tesouras clicavam alto e os cestos enchiam-se rápido. Entre as folhas que tremiam do vento, com medo que ele as levasse, reparei num grande cacho de uvas que estava no alto a banhar-se nos raios de sol e estiquei-me para o apanhar. Mas falhei ao cortar-lo, traçando varias uvas... O seu sumo quente sobrou na abundância para cima da minha cara, e foi bom sentir-lo, fiquei alegre. Passei a língua a volta da boca tentando apanhar algum sumo, e era muito doce... Então atrevi-me de comer algumas uvas desse mesmo cacho antes de mandar-lo ao cesto. Era delicioso... De repente ouvi um som de um sino a minha beira. Fiquei surpreendido a pensar de onde é que vinha a linda musiquinha. Olhei para baixo dos meus pés e reparei numa pequena gatinha siamesa com um sino no pescoço. Brincava entre as ervas apanhando os insetos e depois cansada deitou-se a minha beira demonstrando que queria fazer companhia. Eu chamei por ela e ela miou-me em resposta, afixando em mim os seus fundos olhos azuis. Fazendo-a ronronar, esfreguei-lhe atrás da orelha e ela franziu os olhos parecendo estar a sorrir do prazer...

“Andai picar rapazes” - ouviu-se a vos duma mulher camponesa em nossa direção. Nós tanto envolvidos na vindima, nem apercebemos que era para nós que ela falava. “Rapaziada, andai picar!” pronunciou ela de novo aproximando-se a nós.
O meu amigo perguntou-me o que significava a palavra “picar” no contexto que a mulher tinha dito, e eu tive de lhe explicar que no norte de Portugal, “picar” significa comer pouco, ou seja – tomar o pequeno almoço. Geralmente nos trabalhos como este apenas é oferecido o almoço, mas na casa de boa gente é diferente, haja sempre de tudo desde que a gente continua a ser boa...
Queijo de cabra, sardinhas picantes, fiambre e chouriço, boa broa e baguetes do forno a lenha. O cheirinho de tudo isso vinha da mesa que estava por de baixo de uma grande nogueira a fazer sombra. Quando lá chegamos, já havia muitas pessoas a volta da mesa, todos alegres e envolvidos na conversa. A dona Céu andava preocupada a volta das pessoas, empurrando os mais tímidos para beira da comida. O meu amigo encontrou uma noz caída no meio das ervas, e sorridente, ofereceu-me la. Pois já sabia de que eu gostava muito de nozes e partia as sempre a mão, nem que fossem muito duras. E já tinha ensinado esse truque a ele. Esse amável gesto dele, sem duvida tornou-me mais contente ainda, e eu não demorei a partir a noz sacando todo o seu interior. Mas não passaram e trinta segundos, quando o meu amigo já tinha encontrado a outra e fazia o mesmo que eu, exibindo a força dos seu braços. Começou o jogo da caça de nozes e já ninguém lembrava do queijo de cabra na mesa...

Para frente ainda havia muita uva para vindimar, muita língua a esticar na hora do almoço, muitos beijos e elogios para dar a velhinha Dona Maria – mãe da Dona Céu e outras coisas boas por alem... Mas isso já seria outra historia...
Uma coisa eu sabia exato sobre o tempo que passei nas vendimas - este seria mais um, de aqueles especiais, alegres e meigos dias, que para sempre ficam na minha memoria, iluminando os meus pensamentos...






sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Вечерело



Солнце за горизонт опускается,
Лучей, засобой, уводя oплот,
Словно море, тьма к стопам моим ласкается,
Бренные мысли встают в хоровод...


Tradução: Russo/Português.

Trás do horizonte vai descendo o sol,
Levando consigo o exercito dos raios,
Feito mar, a escuridão acaricia-me os pés,
Os pensamentos pesados juntam um circulo...




Amo-te...



Por mais que custa-me dizer: eu sou poeta
E amo diferentemente,
Sobre paixões, fácil, posso escrever,
Mas o amor por ti devora toda minha mente...

Constantemente a pensar em ti na flama ardem versos lentamente,
E quando falas, ressona, tenra, voz de ti, dentro de mim,
E cada som  - és tu, e cada vez a ti me ponho mais atente.
E cada vez que tu respiras eu sinto vento quente,

E sempre que me tocas - fico inocente...  

sábado, 3 de setembro de 2011

Outono Precoce


 
      Os meigos e sólidos dias do inicio do outono, embora são quentes, sempre trazem um leve animo da angustia. Talvez porque já sabes que, o que te espera passado uns dias mais tarde - será percorrer as ruas cinzentas debaixo da chuva lenta e fria, pisando o colorido tapete de folhas caídas. Parece que nesses dias a humanidade entra num estado da remissão completa para poder repensar de novo toda a sua existência. 
Pois e eu também fico a pensar e analisar. Penso e admiro: como é possível de rasgar o meu coração em tantos bocados, repartindo-los, e ver de sobrar tanto ainda. Parece que a carne nunca acaba mas os corvos  comem a bem...
Pensa, quantos adormecem assim como tu, pensando e olhando, trás do vidro da janela, sobre as agulhas da chuva, que cintilam na ténue luz dum lampião, que esta só no meio da rua silenciosa. E pela primeira, gloriosa, mas fria manha, vestem os seus pesados casacos como se nada fosse. Saiam a rua, sorrindo, sem se quer aperceberem-se que o outono chegou e que os tempos mudam constantemente...  





quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Queres dizer?


Todo ser humano é aprendiz,
Mas uma coisa nunca aprende,
Quando quer dizer - nunca diz!
Depois, na hora má, chorando diz,
                                   Eu assim não quis...

Faz o teu e meu coração viver feliz, 
Antes que eu  me desapareço, se queres dizer algo - diz!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Cancro


Era uma vez um jovem muito corajoso e nobre. Caminhava pelo mundo fora iluminando as pessoas com a sua bondade. E as pessoas lhe agradeciam... A sua alma era tão grande e cheia de amor que podia acolher o mundo todo... O jovem sabia que era especial e procurava pelo mundo uma alma igual para poder partilhar com ela o poder do seu amor em toda a plenitude. Mas ele não sabia que era único em mundo todo com tanto poder de amar. Apaixonava-se pelas pessoas a primeira vista mas não recebia o mesmo em troca, porque nenhuma pessoa sabia amar tanto como ele... E como tinha o seu coração muito grande, apaixonava-se muitas vezes, ficando doente e sofrendo muito... Até que um dia, apaixonou-se tanto, mas tanto que ganhou o cancro na alma e morreu!

Moral da historia: "Amar ou Não Amar? Está é a questão!"  

domingo, 7 de agosto de 2011

Hora da Angústia



Estou sentado na mesa da cozinha mastigando o meu jantar, devagar sem pressas, pois a comida não me da tanto prazer como pensar olhando para a janela. E vou olhando, pensando, mastigando a merda da comida! Observo como as nuvens cinzentas rastejam lentamente pelas copas das montanhas do horizonte. E o resto do céu esta tão azul que chega a causar sensação de frio. Os pensamentos: vem um, vem outro, alguns querem vir mas fogem logo que começo a pensar... A cabeça esta um caos, de volta - um caos, os dias passam, os anos passam, pessoas vêm, pessoas vão embora, o mundo muda, eu mudo-me constantemente, até os mortos de vez em quando dão a volta no caixão, mas a porcaria das nuvens no céu nunca muda! Estão sempre ali presentes passeando de um lado para outro junto com o vento... E o próprio céu nunca muda! De noite pestaneja-me, de dia está sempre azul e frio... As vezes zango-me, saio à rua, olho ferozmente para ele, mostro-lhe os meus punhos, chamo-lhe nomes! Mas ele em resposta junta as nuvens, rega-me com a chuva e depois ri-se de mim com os trovões. Barulhentamente entro em casa, tiro a roupa toda e fico a pensar, de baixo de um cobertor, olhando para o tecto branco, trancado entre quatro paredes... Só penso no bom, recordando muito... De que? Talvez de ti, quem sabe.........

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pensando em ti



Eu caminhava sobre um lindo dia...
O vento me sussurrava, mas eu não lhe ouvia,
O sol me abraçava, mas eu nem  o sentia,
A terra o seu amor me dava, mas eu nem saber queria...

Apenas de ti pensava,
Apenas a tua voz ouvia,
Apenas a ti esperava,
Apenas a ti queria.


No mar dos olhos teus me afogaria,
A alma no meio das ondas tuas para sempre estaria...

domingo, 24 de julho de 2011

Pensamentos em Vão


O caminho do meu labirinto passa numa escuridão espessa e começa a parecer-me que a saída é uma coisa que sou eu que gostava de encontrar, mas não é uma coisa que realmente pode existir... Ajoelhado aos apalpões, constantemente, vou encontrando velas. Acendo-as, mas elas vão derretendo, são pouco resistentes, umas mais, outras menos, todas acabam por arder... Mas seja como for - iluminam, permitem prosseguir com uns passos a frente. Ademais caminhar dentro de um corpo humano é uma experiência interessante, embora seja prisioneira, porque quando quero abrir as minhas asas negras e voar, não posso, a concha da carne aperta-as... Tento resgatar-me a sair pela boca, mas o máximo que consigo é olhar o mundo que está por fora. Sento-me, pego numa faca e corto a pele. Sinto como o calor do sangue trespassa pelo braço acabando no chão com abundância. Com interesse observo a ferida do corpo que esta calmo e nem se quer demonstra algum protesto, sinto a sua dor, analiso-a... Depois resgato a alma do meu peito, ponho-a enjaulada entre as garras nas palmas das minhas mãos e sopro-lhe um bafo das recordações mais horrorosas que ela já tenha vivido. Com fogo azul nos olhos observo como ela se agoniza e expulsa os gritos penetrantes sem encontrar um sitio onde estar quieta... De repente, o eco do meu riso louco e perturbador preenche o escuro vazio do labirinto... Quando o silêncio está de volta, percebo que tenho de ir... Agito o meu corpo já meio inconsciente, levanto-me e continuo a andar lambendo o sangue...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Eu comprometo a ser humano!



Quando um comboio parte há sempre aqueles que vão embora para sempre e aqueles que ficam.

Um dia tu também terás de partir para sempre e eu terei de ficar, mas antes que isto acontece eu comprometo-me que farei tudo para que estejas preparado para este teu caminho. Para qualquer pergunta que me farás, encontrarei a resposta certa. E quando estarás triste, estarei sempre perto para te compreender. Te protegerei de todos os teus medos e incertezas e ensinarei a ser forte e amar a vida, e saber apreciar cada seu momento... Do meu peito resgatarei um bocadinho de mim e deixarei na tua alma para sempre. Assim, quando a vida te pousará ajoelhado, bastara pronunciares, sussurrando, o meu nome e te levantarás. E quando a tristeza fechara em ti as suas algemas, - bastará recordar as minhas palavras para começar viver de novo... 

Tudo farei para o teu bem... 

sábado, 16 de julho de 2011

K. Eros


        As ervas no fim de Julho, como já era o costume, estavam amarelas e meio secas. O calor era desgraçado, até os poderosos carvalhos, que rodeavam o percurso do meu caminho, ganharam a sua cor verde escura, e parecia gemiam. Mas eu era muito jovem, tinha dezasseis anos, um corpo magro e muito atlético, (visto que já praticava o atletismo muito a serio), esses dez quilómetros a frente, com quarenta graus de calor, não me assustavam nadinha. Ademais eu era alto e os meus passos eram largos, caminhava-se muito rápido...

       Já eram três da tarde, o sol estava bem alto e queimava os meus ombros já bem bronzeados. Pois eu fazia  muita praia. A lagoa, a onde-me dirigia, era enorme, rodeada de lindos bosques e tinha muitas prainhas limpas de arreia branca, algumas, muito escondidas, que pouca gente conhecia...  

       Os quilómetros passavam rápido, e não era de admirar, eu ia cheio de esperança e pensamentos eufóricos.  Foram várias vezes, quando eu, a essa hora, voltava da pesca reparando em duas belas raparigas, passando por uma dessas prainhas escondidas. Hoje tinha decidido ir até essa prainha pela mesma hora para investigar, cheio de esperança, e não era sem o motivo, cada vez que lá passava o meu olhar cruzava-se  com olhar delas...  

        E não há palavras para transmitir a felicidade minha, quando nesse dia também lá estavam as "sereias". Eu aproximei-me a elas, cumprimentei amavelmente e perguntei se a agua hoje estava boa. Logo que recebi sorrisos e respostas optimistas, a minha audácia não parou por ai e pedi licença de por a minha toalha a beira delas. E foi bem aceite... Esticando bem o meu corpo aos raios do sol tirei as minhas roupas suavemente , ficando apenas em cuecas, os calções de banho nem se quer tinha trazido. Deitei-me, observando-lhas. Ambas estavam molhadas, tinham saído da água antes da minha chegada. As duas eram loiras mas com seu cor de cabelo bem diferente, uma, a mais alta e magrinha, tinha o muito comprido e de cor do sol, tão lindo que eu nem se quer conseguia desviar o meu olhar. Outra tinha o cabelo branco, mas natural, notava-se logo que não era nenhuma pintura, e o seu corpo estava mais fofo e robusto, mas com cada linha muito bem definida, a sua pele branquinha e perfeita. As duas eram bem mais velhas que eu, constantemente trocavam uns olhares astutos e  risinhos uma com outra. Eu continuava armar-me em inocente, alimentando-as com as anedotas mais depravadas que um ser humano alguma vez podia conhecer. Depois a mais magrinha propôs que jogássemos as cartas e não foi má ideia.  Para o jogo fosse mais cómodo sentamos-nos. Eu sentei-me no rabo, abrindo vulgarmente as minhas pernas, demonstrando na perfeição, vocês sabem o que... Mas que admiração foi minha quando as raparigas fizeram o mesmo! O fino tecido dos seus biquínis sublinhava lindamente todos os pormenores. Ambas tinham os lábios vaginais grossos e as cuequinhas entravam no meio deles, fazendo uma espécie de lacuna. Já não digo nada dos seus seios, grandes como melões, com os bicos que parecia podem picar. Eu já não conseguia pensar em jogo, começava a ficar tolo, constantemente tinha que me controlar psicologicamente para não ficar excitado. Mas era quase impossível, o meu pénis crescia pouco a pouco... Embora a vergonha não tinha nada a ver comigo, finalmente inventei que ia dar um mergulho. O calor não estava em falta e as "belas" decidiram acompanhar-me... Entramos na água e nadamos um pouco juntos, depois paramos a falar sentados, apanhando as pequenas ondas que o vento quente trazia. Eu confessei que essa praia era muito raro haver gente e que eu vinha cá muitas vezes sozinho para nadar nu... Em que a mais alta não demorou a responder, na tentativa de me envergonhar, talvez...- "e o que é que te impede agora?" Mas não era por ai... Eu levantei-me, virado de costas para elas e tirei as minhas cuecas, lançando as para as mãos delas. Ouvindo risos e aplausos segui para águas mais fundas. Quando virei-me para trás as raparigas já estavam nuas seguindo na minha direcção. Uma vez que elas entraram na água mais funda eu mergulhei e passei nadando no meio das pernas de cada uma, apreciando de perto as suas vaginas lisinhamente bem rapadas. Agitei bastante a água para elas sentirem lá um toque leve e agradável.  Uma delas disse - "tu nadas muito bem, tens muita força, posso nadar encima de ti?", claro - disse eu e deixei-a subir por cima de minhas costas. Logo senti que as ceias dela estavam tesas. Ela agarrou-se tanto a mim que os nossos corpos pareciam estar colados. Apesar da água estar fresca, sentia bem o calor dos seus lábios vaginais numa bochecha do meu rabo. Mal eu queria começar a nadar, quando a mão dela deslizou para o meu falos, já imensamente duro e aprumado. A outra rapariga, dizendo vamos para a toalha, deu-me um beijo suave na bochecha direita. Passado segundos já estávamos fora da água. Eu pus-me encima da tolha a pé e nervosamente encostei a rapariga baixinha ao meu corpo, enchendo-lha de beijos loucos. Mas a mais alta pós-se atrás de mim e disse - "tenha calma miúdo, nós fazemos tudo", depois fazendo a pressão nos meus ombros, ajoelhou-me e encostou-se justamente a mim. A mais pequena, agachada, dava uns suaves beijos no meu pénis, mas sem chupar nele e a mais alta masturbava devagar a mim e a ela ao mesmo tempo... Eu senti tanta excitação que a cabeça começou andar-me de volta, pelo respeito segurava o orgasmo, pois era ridiculoso vir-se passado dois minutos... Mas as pré-ejaculações deram logo a saber do que se passava. A baixinha disse - "queres vir-te? Esteja a vontade, ainda temos vários orgasmos pela frente." Vamos lá então, disse a mais alta... Vamos, disse eu... A baixinha mergulhou  a sua cabeça no meio das minhas pernas e pós-se a fazer o cunilingus a outra. E a alta começou a masturbar-me ainda mais intensamente, mordendo os meus ouvidos. A baixinha gemia e masturbava-se com muita pressa. Eu pós as minhas mãos nos seios dela observando como a mão da outra descia e subia pelo meu pénis fazendo os meus testículos abalar sensualmente. Passado segundos já estávamos a vir-nos todos ao mesmo tempo. Todos gritamos atordoados pelo prazer, parecia vai trovejar na cabeça. A minha esperma na abundância de gotas quentes sobrava para os abdominais da baixinha....

        Depois cansados nós deitamos abraçadinhos, de vez em quando oferecendo uns beijos. A alta não parava de brincar com a minha pila que já estava precisar descanso depois de uma sobrecarga tão elevada. Mas a baixinha pelos vistos já recuperada do cansaço pegou no meu pénis e começou a chupar devagarinho, engolindo todo o seu comprimento. Eu disse que me doía e pedi para esperar mais um bocadinho, ela pareceu obedecer, mas afinal não era bem assim... Sentou-se no rabo com as pernas abertas mesmo a beira da minha cara, pegou numa faca e o melão que elas tinham trazido, cortou uma fatia e encaixou a com aparte mais fina pelo meio dos lábios da sua vagina suculenta, esfregando de cima para baixo. Depois trouxe essa mesma fatia até a minha boca, e enquanto eu comia, a minha pila, que estava na mão da alta, ficava cada vez mais dura e grossa. Depois a alta subiu para o meu pénis e a baixinha para a minha cara, colocando a sua vagina sobre a minha boca. Eu agarrei a baixinha no rabo fazendo assim ainda mais peso sobre a minha boca, e tudo começou de novo...

Amam e sejam amados! :)