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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Inspiração


O Abril, Maio, Agosto, Janeiro, tudo para mim é passageiro... O vento sopra uma vez e eu já não sou o mesmo e tu também não és! Os poemas que escrevi já não me provocam as lágrimas, apenas os momentos lindos que vivi fazem-me fechar as pálpebras. Fecho os olhos e sonho, no mundo feliz, no momento que minha alma o quis,  nos anjos e nos demónios, nos meus amores e meus pseudónimos. Mas seja lá como for abro os olhos e fico feliz, porque sou grato a aquele ser que nesse mundo me quis!  

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Velhice


- Olá, como esta? A sua passagem de ano foi boa?
- Olá ilustre! Foi muito boa, obrigado. Espero que a tua também...
- Somos um ano mais velhos...
- Aha-ha-ha-ha-ha-ha-ha
- Esta a rir de mim porque? Acha que eu sou muito novo para raciocinar assim?
- Nada disso amigo, eu rio-me da tua imparável vontade de nadar contra corrente...
- Com todo respeito desculpa-me perguntar mas o senhor acha alguma piada de ser velho? 
- Não, eu acho imensa piada de estar mias perto do céu do que tu... 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Todos diferentes



Caio, levanto-me, caminho. Caio, levanto-me, caminho. Perscruto nos olhos de transeuntes. Todos iguais, todos diferentes. Cansado do poder do ver... Triste de não poder  ler, os livros de histórias felizes e não as fábulas de como se destroem países, de como os ódios são cedentes, de como as nascentes dos rios formam as lágrimas dos inocentes! Como a hipocrisia ganha a fama da cura  nos humanos que já não têm cura. Como a inveja e ira possuem as mentes, como abismo de estupidez atrai os nossos entes.   Oh gentes!!!

Caio, levanto-me, caminho... Caio, levanto-me, caminho! Todos iguais?  Não! Somos todos diferentes.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Your Light



The hot and solid day was like a night,
You went away but stayed in my mind,
My soul is so dark without your light,
Why you are so lucid? Why you destroy my darkness mind?

I open the door and thinking maybe you´re there,
I hope to see your eyes but I find nothing there,
I know now you´re smiling but I do not know where,
My eyes will cry but spirit will be fighting
                                         cause burning  feel you everywhere...

So painful remember your tender voice,
So difficult to sleep and listen the spring noise.
So wonderful to know that Love exists,
So sad to see your face just in my contact lists...

(With Love for Dona)

   






terça-feira, 1 de novembro de 2011

Olhando Trás do Tempo

         


          No meio do nevoeiro dos anos passados vejo-me um menino... Olho para trás trespassando as vidas e não percebo o que esta errado no tempo. Porque corre tão rápido? Parece uma bola de neve que ao inicio da gosto e custa empurrar, mas depois vendo-a rolar pelo monte a baixo, levando tudo a sua frente, da medo... 
           Lembrando as minhas primeiras ferias escolares, tive sete anos, quando cada segundo parecia um ano, quando cada raio do sol era bem vindo e observado com admiração. Um passeio para o bairro vizinho era uma longa viagem cheia de aventuras e uma vespa era o pior inimigo. Devolvendo-me assim para o vivido, digo que o tempo nem se quer existe quando somos pequenos. Não será porque cada momento faz importância, seja bom ou mau? Os adultos saltam de um momento para outro, esperando sempre que venha o seu melhor. Mas o ser inocente vive tudo na plenitude, caminha para a frente e desafia sem medo, e por isso é ilustre. E por isso o tempo para. As vezes para perceber como viver a vida correctamente temos de tirar exemplo dos quem menos esperamos... 


"A verdade sai da boca das crianças" (proverbio)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Apetece-me escrever



Apetece-me escrever... Por a primeira letra no papel é como transformar-se numa pequena pena e fazer um passo a ventania das Almas, onde cada uma delas é um outro mundo. E voar... Até que o vento te pousará em algum lado. Uma vez, um amigo meu disse-me: "Há mundos onde o bater das asas da borboleta pode causar furacões."  Eu fico a pensar, se uma simples borboleta faz isso, o que pode provocar a poesia? E eu escrevo! Deixo a mente vaguear entre os fados e escrevo... Escrevo para ti caro leitor, retirando pelos bocados da minha Alma, já sem isso vazia e cinzenta. Mas ainda vai dando... Ainda posso viver... E vou vivendo, da primavera a primavera. Vivendo, pelos trovões e chuvas quentes veraneias.  Vivendo por um sorriso e não pelo denariu. Vivendo em quando haja alguém, que olhando nos olhos me diga - gosto muito de ti...   E tu pelo que vives leitor?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Peregrinação





Por entre trilhos, rios e bosques montanhosos, saí em busca do silencio, fechei as portas da alma para o mundo todo, caminhei muito, pensei bastante, vi imenso e até senti-me humano... A beira mar, num poderoso Pôr do Sol, percebi que a alma tem lugar para tudo, menos para o mau...


P.S. - pensei muito em ti e tu sabes disso....



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tristeza do Anjo



Hoje vi os anjos a chorar...
Deus trabalha em maneiras tão misteriosas...
Tão horroroso o som, das lágrimas – pingar...
Compreendo tanto, mas não percebo as estrelas furiosas...


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Vindimas



Era cedo de manha, quando o motor do meu carro, finalmente parou de roncar. Chegamos a Monção, uma pequena, antiga vila, situada na beira do Minho entre Espanha e o resto de Portugal.

Saímos do carro... A manha estava fresca e húmida. Os cantos de pássaros, parecia fortaleciam a o imponente paz e sossego que permanecia naquele lugar. O meigo sol de Setembro chovia de raios, saciando de brilho a ondulação do rio que lambia as costas Ibéricas.

Mas o amigo jovem que tinha vindo comigo, não parecia estar apreciar as belezas da mesma forma que eu. A estrada longa e cheia de curvas trouxe-lhe uma sensação de enjoo e também do sono que não o queria largar... Ele olhou para o céu e espreguiçou-se esticando o seu corpo o máximo possível. Depois suspirou e ficou observando, de olhos meio fechados, na expectativa de reparar nas lindas paisagens que o rodeavam. O seu castanho, despenteado cabelo e a cara de sono, influenciavam, transformando-me num ser jocoso. E realmente, depois de um par de piropos meus e o contacto com o ar puro, o sono passou, deixando-lho sobre alguns dos seus pensamentos... Provavelmente, ele, andava a sonhar de algo... Não sei...

A frente dos nossos olhares estava uma casa robusta, com um pequeno e lindo jardim na sua face e vários galinheiros enferrujados na parte traseira. A seu lado esquerdo, prolongava-se escura verdura das vinhas, esperando pelas pessoas, cujos vozes já se ouviam atrás da casa. O portão estava aberto e nós entramos. Era a casa da gente boa... A dona Céu recebeu-nós com muito carinho e acompanhou até ao campo, onde já estavam algumas pessoas a começar a vindima...

Pegamos nos cestos e ocupamos uma das fileiras. Respirava-se mesmo bem. O vento leve e fresco descia das copas das montanhas espanholas para sussurrar-nos algo nos ouvidos. Cheirava a terra e ervas húmidas. Aqui e lá ouvia-se vozes de pessoas vindimando, mas isto não perturbava o silencio do lugar. Eu, parecia que conseguia ouvir a queda de gotas do orvalho que obedeciam os meus braços da sua frieza. Os minutos passavam um trás outro e o sol subia cada vez mais alto acariciando os nossos ombros. As vinhas eram altas e tão cheias de folha que muitas das vezes era preciso mergulhar para baixo delas para encontrar os cachos de uvas que lembravam pérolas no fundo do mar. Estar de baixo dessa verdura toda, fazia sentir que estávamos num mandril, muito bem acolhidos. As conversas eram alegres, as tesouras clicavam alto e os cestos enchiam-se rápido. Entre as folhas que tremiam do vento, com medo que ele as levasse, reparei num grande cacho de uvas que estava no alto a banhar-se nos raios de sol e estiquei-me para o apanhar. Mas falhei ao cortar-lo, traçando varias uvas... O seu sumo quente sobrou na abundância para cima da minha cara, e foi bom sentir-lo, fiquei alegre. Passei a língua a volta da boca tentando apanhar algum sumo, e era muito doce... Então atrevi-me de comer algumas uvas desse mesmo cacho antes de mandar-lo ao cesto. Era delicioso... De repente ouvi um som de um sino a minha beira. Fiquei surpreendido a pensar de onde é que vinha a linda musiquinha. Olhei para baixo dos meus pés e reparei numa pequena gatinha siamesa com um sino no pescoço. Brincava entre as ervas apanhando os insetos e depois cansada deitou-se a minha beira demonstrando que queria fazer companhia. Eu chamei por ela e ela miou-me em resposta, afixando em mim os seus fundos olhos azuis. Fazendo-a ronronar, esfreguei-lhe atrás da orelha e ela franziu os olhos parecendo estar a sorrir do prazer...

“Andai picar rapazes” - ouviu-se a vos duma mulher camponesa em nossa direção. Nós tanto envolvidos na vindima, nem apercebemos que era para nós que ela falava. “Rapaziada, andai picar!” pronunciou ela de novo aproximando-se a nós.
O meu amigo perguntou-me o que significava a palavra “picar” no contexto que a mulher tinha dito, e eu tive de lhe explicar que no norte de Portugal, “picar” significa comer pouco, ou seja – tomar o pequeno almoço. Geralmente nos trabalhos como este apenas é oferecido o almoço, mas na casa de boa gente é diferente, haja sempre de tudo desde que a gente continua a ser boa...
Queijo de cabra, sardinhas picantes, fiambre e chouriço, boa broa e baguetes do forno a lenha. O cheirinho de tudo isso vinha da mesa que estava por de baixo de uma grande nogueira a fazer sombra. Quando lá chegamos, já havia muitas pessoas a volta da mesa, todos alegres e envolvidos na conversa. A dona Céu andava preocupada a volta das pessoas, empurrando os mais tímidos para beira da comida. O meu amigo encontrou uma noz caída no meio das ervas, e sorridente, ofereceu-me la. Pois já sabia de que eu gostava muito de nozes e partia as sempre a mão, nem que fossem muito duras. E já tinha ensinado esse truque a ele. Esse amável gesto dele, sem duvida tornou-me mais contente ainda, e eu não demorei a partir a noz sacando todo o seu interior. Mas não passaram e trinta segundos, quando o meu amigo já tinha encontrado a outra e fazia o mesmo que eu, exibindo a força dos seu braços. Começou o jogo da caça de nozes e já ninguém lembrava do queijo de cabra na mesa...

Para frente ainda havia muita uva para vindimar, muita língua a esticar na hora do almoço, muitos beijos e elogios para dar a velhinha Dona Maria – mãe da Dona Céu e outras coisas boas por alem... Mas isso já seria outra historia...
Uma coisa eu sabia exato sobre o tempo que passei nas vendimas - este seria mais um, de aqueles especiais, alegres e meigos dias, que para sempre ficam na minha memoria, iluminando os meus pensamentos...






sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Вечерело



Солнце за горизонт опускается,
Лучей, засобой, уводя oплот,
Словно море, тьма к стопам моим ласкается,
Бренные мысли встают в хоровод...


Tradução: Russo/Português.

Trás do horizonte vai descendo o sol,
Levando consigo o exercito dos raios,
Feito mar, a escuridão acaricia-me os pés,
Os pensamentos pesados juntam um circulo...




Amo-te...



Por mais que custa-me dizer: eu sou poeta
E amo diferentemente,
Sobre paixões, fácil, posso escrever,
Mas o amor por ti devora toda minha mente...

Constantemente a pensar em ti na flama ardem versos lentamente,
E quando falas, ressona, tenra, voz de ti, dentro de mim,
E cada som  - és tu, e cada vez a ti me ponho mais atente.
E cada vez que tu respiras eu sinto vento quente,

E sempre que me tocas - fico inocente...  

sábado, 3 de setembro de 2011

Outono Precoce


 
      Os meigos e sólidos dias do inicio do outono, embora são quentes, sempre trazem um leve animo da angustia. Talvez porque já sabes que, o que te espera passado uns dias mais tarde - será percorrer as ruas cinzentas debaixo da chuva lenta e fria, pisando o colorido tapete de folhas caídas. Parece que nesses dias a humanidade entra num estado da remissão completa para poder repensar de novo toda a sua existência. 
Pois e eu também fico a pensar e analisar. Penso e admiro: como é possível de rasgar o meu coração em tantos bocados, repartindo-los, e ver de sobrar tanto ainda. Parece que a carne nunca acaba mas os corvos  comem a bem...
Pensa, quantos adormecem assim como tu, pensando e olhando, trás do vidro da janela, sobre as agulhas da chuva, que cintilam na ténue luz dum lampião, que esta só no meio da rua silenciosa. E pela primeira, gloriosa, mas fria manha, vestem os seus pesados casacos como se nada fosse. Saiam a rua, sorrindo, sem se quer aperceberem-se que o outono chegou e que os tempos mudam constantemente...  





quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Queres dizer?


Todo ser humano é aprendiz,
Mas uma coisa nunca aprende,
Quando quer dizer - nunca diz!
Depois, na hora má, chorando diz,
                                   Eu assim não quis...

Faz o teu e meu coração viver feliz, 
Antes que eu  me desapareço, se queres dizer algo - diz!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Cancro


Era uma vez um jovem muito corajoso e nobre. Caminhava pelo mundo fora iluminando as pessoas com a sua bondade. E as pessoas lhe agradeciam... A sua alma era tão grande e cheia de amor que podia acolher o mundo todo... O jovem sabia que era especial e procurava pelo mundo uma alma igual para poder partilhar com ela o poder do seu amor em toda a plenitude. Mas ele não sabia que era único em mundo todo com tanto poder de amar. Apaixonava-se pelas pessoas a primeira vista mas não recebia o mesmo em troca, porque nenhuma pessoa sabia amar tanto como ele... E como tinha o seu coração muito grande, apaixonava-se muitas vezes, ficando doente e sofrendo muito... Até que um dia, apaixonou-se tanto, mas tanto que ganhou o cancro na alma e morreu!

Moral da historia: "Amar ou Não Amar? Está é a questão!"  

domingo, 7 de agosto de 2011

Hora da Angústia



Estou sentado na mesa da cozinha mastigando o meu jantar, devagar sem pressas, pois a comida não me da tanto prazer como pensar olhando para a janela. E vou olhando, pensando, mastigando a merda da comida! Observo como as nuvens cinzentas rastejam lentamente pelas copas das montanhas do horizonte. E o resto do céu esta tão azul que chega a causar sensação de frio. Os pensamentos: vem um, vem outro, alguns querem vir mas fogem logo que começo a pensar... A cabeça esta um caos, de volta - um caos, os dias passam, os anos passam, pessoas vêm, pessoas vão embora, o mundo muda, eu mudo-me constantemente, até os mortos de vez em quando dão a volta no caixão, mas a porcaria das nuvens no céu nunca muda! Estão sempre ali presentes passeando de um lado para outro junto com o vento... E o próprio céu nunca muda! De noite pestaneja-me, de dia está sempre azul e frio... As vezes zango-me, saio à rua, olho ferozmente para ele, mostro-lhe os meus punhos, chamo-lhe nomes! Mas ele em resposta junta as nuvens, rega-me com a chuva e depois ri-se de mim com os trovões. Barulhentamente entro em casa, tiro a roupa toda e fico a pensar, de baixo de um cobertor, olhando para o tecto branco, trancado entre quatro paredes... Só penso no bom, recordando muito... De que? Talvez de ti, quem sabe.........

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pensando em ti



Eu caminhava sobre um lindo dia...
O vento me sussurrava, mas eu não lhe ouvia,
O sol me abraçava, mas eu nem  o sentia,
A terra o seu amor me dava, mas eu nem saber queria...

Apenas de ti pensava,
Apenas a tua voz ouvia,
Apenas a ti esperava,
Apenas a ti queria.


No mar dos olhos teus me afogaria,
A alma no meio das ondas tuas para sempre estaria...

domingo, 24 de julho de 2011

Pensamentos em Vão


O caminho do meu labirinto passa numa escuridão espessa e começa a parecer-me que a saída é uma coisa que sou eu que gostava de encontrar, mas não é uma coisa que realmente pode existir... Ajoelhado aos apalpões, constantemente, vou encontrando velas. Acendo-as, mas elas vão derretendo, são pouco resistentes, umas mais, outras menos, todas acabam por arder... Mas seja como for - iluminam, permitem prosseguir com uns passos a frente. Ademais caminhar dentro de um corpo humano é uma experiência interessante, embora seja prisioneira, porque quando quero abrir as minhas asas negras e voar, não posso, a concha da carne aperta-as... Tento resgatar-me a sair pela boca, mas o máximo que consigo é olhar o mundo que está por fora. Sento-me, pego numa faca e corto a pele. Sinto como o calor do sangue trespassa pelo braço acabando no chão com abundância. Com interesse observo a ferida do corpo que esta calmo e nem se quer demonstra algum protesto, sinto a sua dor, analiso-a... Depois resgato a alma do meu peito, ponho-a enjaulada entre as garras nas palmas das minhas mãos e sopro-lhe um bafo das recordações mais horrorosas que ela já tenha vivido. Com fogo azul nos olhos observo como ela se agoniza e expulsa os gritos penetrantes sem encontrar um sitio onde estar quieta... De repente, o eco do meu riso louco e perturbador preenche o escuro vazio do labirinto... Quando o silêncio está de volta, percebo que tenho de ir... Agito o meu corpo já meio inconsciente, levanto-me e continuo a andar lambendo o sangue...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Eu comprometo a ser humano!



Quando um comboio parte há sempre aqueles que vão embora para sempre e aqueles que ficam.

Um dia tu também terás de partir para sempre e eu terei de ficar, mas antes que isto acontece eu comprometo-me que farei tudo para que estejas preparado para este teu caminho. Para qualquer pergunta que me farás, encontrarei a resposta certa. E quando estarás triste, estarei sempre perto para te compreender. Te protegerei de todos os teus medos e incertezas e ensinarei a ser forte e amar a vida, e saber apreciar cada seu momento... Do meu peito resgatarei um bocadinho de mim e deixarei na tua alma para sempre. Assim, quando a vida te pousará ajoelhado, bastara pronunciares, sussurrando, o meu nome e te levantarás. E quando a tristeza fechara em ti as suas algemas, - bastará recordar as minhas palavras para começar viver de novo... 

Tudo farei para o teu bem... 

sábado, 16 de julho de 2011

K. Eros


        As ervas no fim de Julho, como já era o costume, estavam amarelas e meio secas. O calor era desgraçado, até os poderosos carvalhos, que rodeavam o percurso do meu caminho, ganharam a sua cor verde escura, e parecia gemiam. Mas eu era muito jovem, tinha dezasseis anos, um corpo magro e muito atlético, (visto que já praticava o atletismo muito a serio), esses dez quilómetros a frente, com quarenta graus de calor, não me assustavam nadinha. Ademais eu era alto e os meus passos eram largos, caminhava-se muito rápido...

       Já eram três da tarde, o sol estava bem alto e queimava os meus ombros já bem bronzeados. Pois eu fazia  muita praia. A lagoa, a onde-me dirigia, era enorme, rodeada de lindos bosques e tinha muitas prainhas limpas de arreia branca, algumas, muito escondidas, que pouca gente conhecia...  

       Os quilómetros passavam rápido, e não era de admirar, eu ia cheio de esperança e pensamentos eufóricos.  Foram várias vezes, quando eu, a essa hora, voltava da pesca reparando em duas belas raparigas, passando por uma dessas prainhas escondidas. Hoje tinha decidido ir até essa prainha pela mesma hora para investigar, cheio de esperança, e não era sem o motivo, cada vez que lá passava o meu olhar cruzava-se  com olhar delas...  

        E não há palavras para transmitir a felicidade minha, quando nesse dia também lá estavam as "sereias". Eu aproximei-me a elas, cumprimentei amavelmente e perguntei se a agua hoje estava boa. Logo que recebi sorrisos e respostas optimistas, a minha audácia não parou por ai e pedi licença de por a minha toalha a beira delas. E foi bem aceite... Esticando bem o meu corpo aos raios do sol tirei as minhas roupas suavemente , ficando apenas em cuecas, os calções de banho nem se quer tinha trazido. Deitei-me, observando-lhas. Ambas estavam molhadas, tinham saído da água antes da minha chegada. As duas eram loiras mas com seu cor de cabelo bem diferente, uma, a mais alta e magrinha, tinha o muito comprido e de cor do sol, tão lindo que eu nem se quer conseguia desviar o meu olhar. Outra tinha o cabelo branco, mas natural, notava-se logo que não era nenhuma pintura, e o seu corpo estava mais fofo e robusto, mas com cada linha muito bem definida, a sua pele branquinha e perfeita. As duas eram bem mais velhas que eu, constantemente trocavam uns olhares astutos e  risinhos uma com outra. Eu continuava armar-me em inocente, alimentando-as com as anedotas mais depravadas que um ser humano alguma vez podia conhecer. Depois a mais magrinha propôs que jogássemos as cartas e não foi má ideia.  Para o jogo fosse mais cómodo sentamos-nos. Eu sentei-me no rabo, abrindo vulgarmente as minhas pernas, demonstrando na perfeição, vocês sabem o que... Mas que admiração foi minha quando as raparigas fizeram o mesmo! O fino tecido dos seus biquínis sublinhava lindamente todos os pormenores. Ambas tinham os lábios vaginais grossos e as cuequinhas entravam no meio deles, fazendo uma espécie de lacuna. Já não digo nada dos seus seios, grandes como melões, com os bicos que parecia podem picar. Eu já não conseguia pensar em jogo, começava a ficar tolo, constantemente tinha que me controlar psicologicamente para não ficar excitado. Mas era quase impossível, o meu pénis crescia pouco a pouco... Embora a vergonha não tinha nada a ver comigo, finalmente inventei que ia dar um mergulho. O calor não estava em falta e as "belas" decidiram acompanhar-me... Entramos na água e nadamos um pouco juntos, depois paramos a falar sentados, apanhando as pequenas ondas que o vento quente trazia. Eu confessei que essa praia era muito raro haver gente e que eu vinha cá muitas vezes sozinho para nadar nu... Em que a mais alta não demorou a responder, na tentativa de me envergonhar, talvez...- "e o que é que te impede agora?" Mas não era por ai... Eu levantei-me, virado de costas para elas e tirei as minhas cuecas, lançando as para as mãos delas. Ouvindo risos e aplausos segui para águas mais fundas. Quando virei-me para trás as raparigas já estavam nuas seguindo na minha direcção. Uma vez que elas entraram na água mais funda eu mergulhei e passei nadando no meio das pernas de cada uma, apreciando de perto as suas vaginas lisinhamente bem rapadas. Agitei bastante a água para elas sentirem lá um toque leve e agradável.  Uma delas disse - "tu nadas muito bem, tens muita força, posso nadar encima de ti?", claro - disse eu e deixei-a subir por cima de minhas costas. Logo senti que as ceias dela estavam tesas. Ela agarrou-se tanto a mim que os nossos corpos pareciam estar colados. Apesar da água estar fresca, sentia bem o calor dos seus lábios vaginais numa bochecha do meu rabo. Mal eu queria começar a nadar, quando a mão dela deslizou para o meu falos, já imensamente duro e aprumado. A outra rapariga, dizendo vamos para a toalha, deu-me um beijo suave na bochecha direita. Passado segundos já estávamos fora da água. Eu pus-me encima da tolha a pé e nervosamente encostei a rapariga baixinha ao meu corpo, enchendo-lha de beijos loucos. Mas a mais alta pós-se atrás de mim e disse - "tenha calma miúdo, nós fazemos tudo", depois fazendo a pressão nos meus ombros, ajoelhou-me e encostou-se justamente a mim. A mais pequena, agachada, dava uns suaves beijos no meu pénis, mas sem chupar nele e a mais alta masturbava devagar a mim e a ela ao mesmo tempo... Eu senti tanta excitação que a cabeça começou andar-me de volta, pelo respeito segurava o orgasmo, pois era ridiculoso vir-se passado dois minutos... Mas as pré-ejaculações deram logo a saber do que se passava. A baixinha disse - "queres vir-te? Esteja a vontade, ainda temos vários orgasmos pela frente." Vamos lá então, disse a mais alta... Vamos, disse eu... A baixinha mergulhou  a sua cabeça no meio das minhas pernas e pós-se a fazer o cunilingus a outra. E a alta começou a masturbar-me ainda mais intensamente, mordendo os meus ouvidos. A baixinha gemia e masturbava-se com muita pressa. Eu pós as minhas mãos nos seios dela observando como a mão da outra descia e subia pelo meu pénis fazendo os meus testículos abalar sensualmente. Passado segundos já estávamos a vir-nos todos ao mesmo tempo. Todos gritamos atordoados pelo prazer, parecia vai trovejar na cabeça. A minha esperma na abundância de gotas quentes sobrava para os abdominais da baixinha....

        Depois cansados nós deitamos abraçadinhos, de vez em quando oferecendo uns beijos. A alta não parava de brincar com a minha pila que já estava precisar descanso depois de uma sobrecarga tão elevada. Mas a baixinha pelos vistos já recuperada do cansaço pegou no meu pénis e começou a chupar devagarinho, engolindo todo o seu comprimento. Eu disse que me doía e pedi para esperar mais um bocadinho, ela pareceu obedecer, mas afinal não era bem assim... Sentou-se no rabo com as pernas abertas mesmo a beira da minha cara, pegou numa faca e o melão que elas tinham trazido, cortou uma fatia e encaixou a com aparte mais fina pelo meio dos lábios da sua vagina suculenta, esfregando de cima para baixo. Depois trouxe essa mesma fatia até a minha boca, e enquanto eu comia, a minha pila, que estava na mão da alta, ficava cada vez mais dura e grossa. Depois a alta subiu para o meu pénis e a baixinha para a minha cara, colocando a sua vagina sobre a minha boca. Eu agarrei a baixinha no rabo fazendo assim ainda mais peso sobre a minha boca, e tudo começou de novo...

Amam e sejam amados! :) 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Tempo




Tempo!... Tempo... Tempo, tempo, tempo, tempo, tempo!!!....... Passa demasiado rápido! Outras vezes devagar...  A memória ainda extrai  os lindos momentos da minha infância como se eles passassem a um segundo atrás. Os dias quentes de verão, ai quantos já passaram pelos meus pés sempre descalços... E os Invernos nem se quer me lembro deles, talvez um bocadinho só... Mas os Verões da minha infância... Quantos eles já foram! Lembro-me de tudo, basta o sol beijar a minha testa cansada e começo a recordar. Mas tudo, tudo mesmo! Os meus joelhos e lábios feridos das porradas constantes com os miúdos dos bairros vizinhos. As picadelas das vespas e outros bichos, a minha barriguinha sempre nua e suja. A carinha e o cabelo - bem queimados ao sol... Os telhados sobreaquecidos a cheirar resina, cheios de pombos, tão desejosos de os apanhar, e com as  suas vistas encantadoras que de la de cima se abriam para onde acabava a cidade e começavam os bosques, e as lagoas...  E o doce sabor dos melões e melancias roubadas, a papar entre os risos dos meus amigalhaços bandidos, assim como eu. Aqueles bandidos que tanto entraram no coração que mesmo agora passado quinze anos de eu não os ver, dava a vida por qualquer um deles! E aquele cavalo que me levava num louco galope a fugir da sombra do sol poente. E aqueles momentos de silêncio no crepúsculo, quando eu estava sentado no solo, ainda quente, a escutar o cavalo mastigar a erva...  E aquela miúda que me dava tantos beijos inocentes... Ai tempo! Tempo, tempo, tempo, tempo!!! Mas quando recordo tu paras, paras oh furioso! Sei bem que paras!....